43% dos moradores das 10 maiores cidades do Estado são contra a legalização do aborto em caso de est


Quarenta e três por cento dos moradores das 10 maiores cidades do Estado de São Paulo responderam que são contra a legalização do aborto em caso de estupro. A pesquisa foi realizada pela INDSAT no 2º trimestre de 2017. Do total, 10% declararam ter dúvidas quanto ao assunto e 47% disseram que são a favor do procedimento.

Os mais favoráveis são os homens e os entrevistados com Ensino Superior. Onze por cento moradores com mais de 50 anos responderam que têm dúvidas sobre o assunto.

O aborto procurado por mulheres grávidas que sofreram abuso sexual é um dos mais delicados temas para debate, pois envolve valores advindos de ética, educação, religiosidade, saúde e até conceito de vida de cada cidadão.

A INDSAT decidiu abordar esse tema no questionário do 2º trimestre com o objetivo de trazer uma ampla visão aos nossos assinantes. Isso não ocorre através da opinião de especialistas que possuem uma determinada posição, e sim com a opinião da população em geral, que procura saber ou mesmo compreender a visão do cidadão comum.

A lei 2848/40 do art. 128 do Código Penal dá direito à mulher que engravidou por conta de abuso sexual praticar aborto. No entanto, o assunto é complexo e envolve uma série de fatores. As opiniões acerca dessa realidade são diversas, e muitas pessoas nem mesmo tem uma opinião formada.

Esse direito previsto legalmente é oferecido pelo SUS, e grande parte das mulheres grávidas vítimas de estupro que procuram abortar não têm conhecimento ou têm medo do que possam enfrentar caso procure o serviço público. Dessa forma, acabam recorrendo às clínicas clandestinas e realizando o procedimento em condições precárias, podendo levar à morte. Segundo a revista Extra (12/06/16), aproximadamente 70% das mulheres que procuram o serviço para interromper a gravidez não o realizam de forma legal. Essas estatísticas incluem adultas, adolescentes e até crianças.

Por outro lado, as diferentes percepções (religiosas, éticas e culturais) quanto à origem da vida podem divergir com tal realidade. Muitos cientistas, por exemplo, dizem que o início da vida começa com a existência do zigoto. A religião católica acredita que, a partir da fecundação, qualquer ato de para interromper a gestação é visto como um homicídio. Segundo à revista Superinteressante (01/12/16), o aborto é permitido na religião judaica e budista caso a mulher apresente algum risco.

Assim, é possível compreender que diferentes épocas e diferentes estilos de vida vêem o aborto de maneira divergente. Entretanto, não se pode negar a existência de uma lei brasileira que permite dar escolha à mulher que sofre ou sofreu abusos físicos e psicológicos. É importante ressaltar, ainda, que uma parcela significativa não possui conhecimento acerca do tema, fomentando a superficialidade do debate.

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