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MAIS DA METADE DOS PAULISTAS SE DIZEM INDEPENDENTES POLITICAMENTE

54,3% dos paulistas se consideram independentes, 17,6% fazem parte da direita bolsonarista e 11% da esquerda lulista



Uma ampla pesquisa realizada pela INDSAT com 12.600 entrevistas em 25 cidades do Estado de São Paulo (margem de erro de 0,9%)  revelou uma transformação silenciosa — e poderosa — no comportamento político do eleitor paulista: hoje, 54,3% da população se define como “independente” politicamente.

O número chama atenção porque supera, sozinho, a soma de todos os grupos ideológicos organizados. A direita bolsonarista aparece com 17,6%, a direita não bolsonarista com 12,4%, o lulismo com 11% e a esquerda não lulista com 4,8%.

Na prática, os dados mostram que a eleição de 2026 pode não ser decidida pelos extremos políticos, mas por um eleitorado menos ideológico, mais pragmático e cada vez mais decisivo. Pelo menos em São Paulo. 

A pesquisa aponta ainda diferenças importantes conforme o porte das cidades. Nos municípios de pequeno porte (com até 100 mil habitantes), a direita mantém força mais consolidada, enquanto nas grandes cidades cresce o número de eleitores independentes e de esquerda. Ainda assim, em todos os cenários, os independentes seguem majoritários.

O dado muda completamente a lógica das campanhas eleitorais. Em vez de disputar apenas as bases ideológicas tradicionais, candidatos precisarão dialogar com um eleitor mais crítico, menos fiel a partidos e mais atento a temas concretos como economia, segurança, saúde, emprego e qualidade de vida.

Para o pesquisador e sócio-diretor da INDSAT, Paulo Ricardo Gomes, há uma vontade ainda latente de mudança do atual status quo da política nacional que ainda não está sendo considerada pelos principais articuladores políticos. “As peças continuam as mesmas, as estratégias também e isso faz com que o menu político-eleitoral oferecido ao eleitor seja o mesmo. O eleitor está mudando mas as práticas políticas e eleitorais continuam iguais”. 

Na opinião do pesquisador, que atua mercado de pesquisa político-eleitoral desde 2001, o Estado de São Paulo tem em mãos uma grande oportunidade de ajudar o Brasil a mudar de patamar, mas nem tanto pelas mudanças dos players, porém na construção de um novo diálogo político para o país. “O bolsonarismo não desaparece tão cedo, nem tampouco o lulismo, mas a conversa com os independentes pode ser muito mais inteligente”. 

Paulo Gomes destaca ainda que, apesar de a pesquisa envolver apenas o Estado de São Paulo, há fortes indícios que esses números se identificam com a maior parte do país. “A polarização é agressiva, desarmônica e desequilibrada. Há de se encontrar o equilíbrio em um momento ou outro. Mas para isso é necessário o despertar dos polos, que só é possível de ser provocado por novos agentes geradores”. 


Faça o download da pesquisa:


Bolsonarismo é mais forte no interior do Estado

O estudo também mostra diferenças profundas entre interior e grandes centros urbanos.

Nas cidades de pequeno porte, o eleitorado mais conservador cresce com força. A direita alcança 37,6% da população, sendo 25,6% declaradamente bolsonarista. Nessas cidades, o presidente da República enfrenta forte rejeição, enquanto o governador apresenta altos índices de aprovação. Mas os eleitores independente continuam acima da metade do eleitorado: 50,8%. 

Já nas cidades de grande porte (acima de 400 mil habitantes), o cenário muda. O número de independentes sobe para 59,1%, enquanto o bolsonarismo cai para 9,6%. Ao mesmo tempo, cresce a presença do eleitor lulista e da esquerda urbana.

Já nas cidades de médio porte (entre 100 mil e 400 mil habitantes) o eleitor independente chega a 52,1% do eleitorado, a direita bolsonarista abraça 20,1%, a direita não bolsonarista 13%, a esquerda lulista 10,3% e a esquerda não lulista 4,6%.

Os dados revelam um Estado dividido em comportamento político, mas unido em um ponto: a maioria dos eleitores não quer mais ser rotulada ideologicamente.

Para o pesquisa Paulo Ricardo Gomes, esse novo eleitor é mais difícil de prever. Uma parte deste grupo pode votar na direita em uma eleição e migrar para um candidato de centro ou até de esquerda em outra, dependendo do cenário econômico, da sensação de estabilidade e da imagem dos governos e dos candidatos na disputa. “Um simples escândalo de última hora pode mover pequenas partes deste eleitorado de um lado para o outro. Pode ser uma movimentação pequena, mas como também pode ser decisiva em eleições altamente polarizadas”. 

O pesquisador destaca ainda que se houver evolução do pensar estratégico de se fazer campanha, a eleição paulista de 2026 poderá deixar de ser uma disputa entre partidos e ideologias e se tornar uma batalha pela confiança do eleitor independente. "Esse é um bom caminho".




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