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Saúde Pública de São Paulo tem 50% de ruim e péssimo

2º Trimestre/2018

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Sabe aquele momento em que você tem um parente na UTI e um médico se aproxima e diz que o estado de saúde dele piorou? Este é o recado que a população paulistana está dando ao seu prefeito Bruno Covas (PSDB) sobre o estado da Saúde Pública de sua cidade.

No último levantamento realizado pela Indsat no segundo trimestre deste ano, já após a saída de João Doria, a saúde pública paulistana registrou 50% de ruim e péssimo e apenas 24% de ótimo e bom. Os demais 26% disseram que ela se encontra regular. Foram ouvidas 400 pessoas entre os meses de abril, maio e junho deste ano.

Os números dão a São Paulo 470 pontos no ranking Indsat, o que lhe confere o atributo de Baixo Grau de Satisfação. Entre as 10 maiores cidades do Estado, a Saúde Pública de São Paulo apresenta apenas a sexta melhor avaliação.

Desde o início do governo de Doria, em janeiro de 2017, a Saúde apresentou poucos sinais de melhora e flutuou entre 418 e 472 pontos, nunca deixando o baixo nível de satisfação. É quase como se ela estivesse respirando por aparelhos, sem muita esperança de melhora.

Para construção do ranking de satisfação, a Indsat realiza pesquisas domiciliares nos 10 maiores municípios do Estado de São Paulo. São 400 entrevistas por localidade, o que perfaz um total de 4 mil entrevistas nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Santo André, São José dos Campos, Osasco, Ribeirão Preto, Sorocaba e Mauá. A partir de uma escala atributiva de pontos baseada nos critérios de ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, é elaborado o ranking de satisfação das Administrações e Câmara Municipais e de outros 16 serviços públicos prestados no município.

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