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Com impasses na área da Saúde, Sumaré volta a ser a penúltima no ranking da RMC

Grau de satisfação com o serviço público é baixo e cidade se manteve nas últimas colocações da listagem geral analisada pela Indsat

A crise no sistema de Saúde Pública de Sumaré provocou efeitos diretos nos índices de satisfação. Sumaré perdeu uma posição fechou o ano em penúltimo lugar no ranking de Saúde das 15 maiores cidades da Região Metropolitana de Campinas. A pesquisa foi realizada pela Indsat durante o 4º trimestre do ano passado e apontou que apenas 10% dos entrevistados aprovaram o serviço de saúde pública na cidade.

Durante os primeiros levantamentos realizados no ano passado, a cidade de Sumaré se manteve na 14ª colocação. Tanto no 1º quanto no 2º trimestre, o município estava à frente somente de Americana. No início do ano, a pontuação chegou a 412 pontos. No 2º trimestre, o índice calculado pela Indsat foi de 417 pontos.

Sempre com Baixo Grau de Satisfação, Sumaré conquistou 443 pontos no 3º trimestre. Apresentando essa leve melhora, a cidade subiu uma posição no ranking das 15 maiores cidades da RMC. Durante essa época, a aprovação chegava a 14%, enquanto outros 32% classificaram a saúde como “regular”.

No fechamento de 2017, a pontuação caiu e a cidade voltou a ocupar o penúltimo lugar do ranking. Dessa vez, a última colocada passou a ser Campinas, com 399 pontos. Com 11 pontos a mais que a cidade campineira, Sumaré fechou o ano com 27% de avaliações “regulares” e 63% de “reprovação”.

Líderes se mantêm no ranking pela 2ª vez consecutiva

Jaguariúna, Indaiatuba e Itatiba estão nas melhores colocações do ranking desde o início do ano passado. A líder e a 2ª colocada apresentaram Alto Grau de Satisfação em Saúde Pública no fechamento do ano passado, com dois pontos de diferença uma da outra.

Jaguariúna registrou 699 pontos e 61% de “ótimo” e “bom”. O município chegou na 1ª posição no segundo levantamento do ano e tirou Indaiatuba da liderança. A 2ª colocada fechou 2017 com 697 pontos e 55% de aprovação.

Itatiba por sua vez, se manteve na 3ª colocação. Essa posição já havia sido alcançada no 1º trimestre do ano e, desde então, a cidade se fixou no ranking. Apesar de não conquistar Alto Grau de Satisfação, os índices de Itatiba mantiveram-se equilibrados ao longo do ano. Mesmo com uma queda de 39 pontos, a cidade fechou o ano em 3º lugar.

Impasses na área de Saúde provocam baixos índices de satisfação

A cidade passou 2017 sofrendo com falta de materiais básicos de enfermagem, como agulhas, seringas, curativos, soros e sondas. A Pró-Saúde, organização responsável pelo serviço em Sumaré, entrou na Justiça solicitando o pagamento de dívidas por parte da Prefeitura.

Em agosto, a Vara do Trabalho de Sumaré determinou à Prefeitura o pagamento de R$3 mil para cada médico da Pró-Saúde. Os funcionários não foram contratados pelo regime celetista, e sim como Pessoas Jurídicas, o que é considerado ilegal.

Já no início de 2018, a Nacional Comercial Hospitalar também entrou na Justiça. A empresa, fornecedora de insumos de enfermagem, cobrou R$284 mil por materiais que foram entregues, mas não foram pagos pela Prefeitura de Sumaré.

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